Gerador de SPF e DMARC
Cria os registos DNS que impedem outros de enviar email em teu nome, ou verifica um que já tenhas.
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Qualquer pessoa pode pôr o teu endereço na linha De de um email. O SPF e o DMARC são os dois registos DNS que permitem aos servidores de correio distinguir o email verdadeiro das falsificações. O SPF (Sender Policy Framework) é um registo TXT no teu domínio que lista os servidores autorizados a enviar em nome dele: o teu fornecedor de email, o serviço de newsletters, o teu próprio servidor. O DMARC assenta nele, em _dmarc.oteudominio, e diz aos destinatários o que fazer com o correio que falha as verificações (entregar, mandar para o spam ou rejeitar) e para onde enviar relatórios sobre isso. O Gmail, o Yahoo e a Microsoft já exigem ambos a quem envia em grande volume, e sem eles o teu correio legítimo tem mais probabilidade de cair no spam enquanto o falsificado passa.
Perguntas frequentes
Onde adiciono estes registos?
Qual é a diferença entre ~all e -all?
Porque é que o SPF tem um limite de 10 consultas DNS?
Posso ter dois registos SPF?
E o DKIM?
Com que política DMARC devo começar?
O que mudou com o RFC 9989?
Porque é que os relatórios enviados para outro domínio precisam de um registo extra?
Esta ferramenta consulta o meu domínio?
Sobre Gerador de SPF e DMARC
O construtor de SPF deixa-te marcar os serviços que usas (Google Workspace, Microsoft 365, Zoho Mail, Amazon SES, SendGrid, Mailgun e Mailchimp Transactional, com os valores include retirados da documentação de cada fornecedor), juntar os teus endereços IPv4 e IPv6 e escolher quão rigoroso deve ser o all final. Vai contando as consultas DNS, porque o SPF deixa de funcionar acima de 10, e divide o valor em cadeias de 255 caracteres quando um registo longo o exige. O verificador pega num registo existente e explica cada termo em linguagem simples. Assinala erros de sintaxe como include= em vez de include:, um espaço depois dos dois pontos ou ipv4: em vez de ip4:, e avisa sobre um segundo registo SPF no mesmo domínio, o mecanismo ptr obsoleto, o perigoso +all, termos colocados depois do all e registos tão longos que falham por UDP.
O construtor de DMARC segue a implementação gradual que evita perder correio: começa com p=none e um endereço para relatórios, lê os relatórios durante algumas semanas para encontrar todos os serviços que enviam em teu nome, depois passa a quarantine e por fim a reject. Cobre as políticas para subdomínios e para subdomínios inexistentes, o alinhamento estrito ou flexível, as opções de relatórios de falhas e o modo de teste do RFC 9989, a norma DMARC atualizada publicada em maio de 2026, e mantém as etiquetas antigas pct e ri para os destinatários que ainda as usam. Os dois separadores mostram o nome de host exato e o valor TXT com botões para copiar. Tudo é calculado no teu navegador e não são feitas consultas DNS, por isso, para comparar com o que um domínio publica hoje, obtém os registos TXT com a ferramenta DNS Lookup e cola-os no verificador.
O SPF nasceu para travar o spam devolvido
No início dos anos 2000, os spammers falsificavam por rotina o remetente de envelope das mensagens, e as devoluções de milhões de spams impossíveis de entregar iam parar às caixas de donos de domínios inocentes. Várias propostas tentaram resolver isto, incluindo o Reverse MX e o Designated Mailers Protocol, e em 2003 Meng Weng Wong juntou ideias delas no Sender Permitted From, pouco depois rebatizado Sender Policy Framework. A Microsoft promoveu um rival chamado Sender ID, e os dois foram publicados lado a lado como experiências em 2006. O SPF venceu: tornou-se norma proposta como RFC 7208 em 2014, enquanto o Sender ID e os seus registos spf2.0 caíram no esquecimento.
Sozinho, o SPF tinha uma falha, porque verifica o endereço de envelope escondido e não a linha De que as pessoas realmente veem. Em 2012 um grupo que incluía o PayPal, a Google, a Microsoft e o Yahoo publicou o DMARC, que liga os resultados de SPF e DKIM ao domínio De visível e acrescenta relatórios. O PayPal tinha boas razões para isso: era uma das marcas mais usadas em phishing na internet. O DMARC passou anos como documento informativo, o RFC 7489, até que o RFC 9989 o colocou no caminho de normas do IETF em 2026.